Blogue do Maia de Carvalho

POR TRÁS DE CADA GRANDE FORTUNA HÁ UM CRIME. Honoré de Balzac

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Textos sobre o aborto IV

Imagem de:
particulas-elementares.blogspot.com/2004_09_0...

Quando já existe escrito o que queríamos dizer, seria estultícia não aproveitar, indicando obviamente a fonte onde colhemos tal escrito. Sempre leio cuidadosamente os escritos que o “Público” nos oferece [a troco de 90 cêntimos] deste professor universitário. Sempre tenho aprendido algumas coisas… Por isso atrevo-me a transcrever, com sublinhados meus, parte do seu texto de hoje:


«De facto, e de direito, o que está em causa no próximo referendo é o aborto completamente livre até às dez semanas, a pedido da mãe sem ter de alegar quaisquer razões. O aborto já é lícito, em Portugal, quando tem o consentimento da mulher grávida e é justificado: por razões "de morte, ou de grave e duradoira ou irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida"; por razão de "grave doença ou malformação congénita" do feto; por inviabilidade de vida do feto; por razão de gravidez resultante de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual da mulher. Os prazos variam: conforme os casos, podem ser de 12 ou 24 semanas, ou até sem prazo. Mas são sempre prazos praticamente operativos – por exemplo, no caso de "constituir o único meio de remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida", não tem prazo. O consentimento da mulher grávida, se for menor ou psiquicamente incapaz, pode ser prestado (conforme os casos) por ascendente, ou descendente ou qualquer parente da linha colateral. A verificação das circunstâncias que tornam não punível a interrupção da gravidez deve ser certificada em atestado médico. Este é o essencial do regime legal em vigor em Portugal

MÁRIO PINTO
«PÚBLICO» de 15 de Janeiro de 2007

Digam honestamente: este referendo é preciso para alguma coisa?
Ah! Pois para dar poder às pobres mulheres! São muito “fraquinhas” – em caso de divórcio ficam sempre com os filhos e chantageiam ou castigam o “odiado marido” com a prole de que afastam os homens com o acordo tácito da Justiça. [Sei do que estou a falar – já o senti na pele, mas não quero acrescentar mais… por agora!]

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6 Comments:

At 7:25 da tarde, Anonymous rr said...

aborto intelectual é o que as campanhas do sim e do não andam a fazer. Verborreia mental chamo ao lixo palavrático que se gera à volta do assunto e que não adianta nada.
Só me resta brincar e rir, sempre retiro alguma utilidade do tema

 
At 8:55 da manhã, Blogger Diabba said...

"é o aborto completamente livre até às dez semanas, a pedido da mãe sem ter de alegar quaisquer razões"

Prof, isto não é verdade, é feio fazer este tipo de afirmações sem suporte, inporta-se de me fornecer a base legal da frase transcrita??

Bom... mas já sabe a minha opinião, estou do outro lado da barricada, hehehehehe

Sou mmo a favor da liberdade de escolha.

beijo de enxofre

 
At 9:32 da manhã, Blogger Afectos said...

Prof, um ou uns poucos não têm o direito de escolher pelos demais. Neste referendo vota-se a livre opção não a obrigatoriedade de se fazer. Como já disse sou contra o aborto mas a favor do sim em plena consciência.

 
At 9:19 da manhã, Anonymous js said...

não sou dos que ache este assunto fulcral para o desenvolvimento do país ... e está visto que este assunto está a ser visto por cada um conforme o seu sentimento ... eu por mim como já fiz amor com mulheres que caso os meios anti-concepcionais falhassem o mais provavel é que se recorresse ao aborto, pelas razões mais diversas ... estou longe de concordar que se puna uma mulher por esta abortar no periodo embrionário ... quando é certo e sabido que só o facto da mulher recorrer a esse metodo já a penaliza severamente... para além de nas condições em que muitos são feitos tornar-se um risco de vida...
FORÇ'AÍ!
js de http://politicatsf.blogs.sapo.pt

 
At 3:08 da tarde, Anonymous Nuno said...

O facto de na pergunta do referendo estar escrito "por opção da mulher" deixa-me algumas interrogações. É a mulher soberana para decidir se quer ou não ter o filho? O homem não tem palavra sobre o assunto? Parece-me que quem defende que a mulher tem o poder de decisão, não pode depois vir queixar-se de abandonos por parte dos homens. As responsabilidades têm de ser assumidas pelos dois. Pode parecer retórica, mas nos casos em que um homem quer ser pai e a companheira opta pelo aborto, qual é a defesa que ele (homem) pode ter?
Isto é apenas um ponto da discussão, muitos mais haverá ainda a levantar. Agradeço ao professor os textos que aqui tem colocado. Estava inclinado para o não, mas aberto ainda a uma mudança, se me apresentassem argumentos válidos. Como até agora isso não aconteceu, a minha escolha está praticamente assegurada.

 
At 12:46 da manhã, Anonymous kumkaneco said...

O facto de haver uma tão grave divergência de opiniões na nossa Sociedade é mais um factor que advoga em favor do "sim" neste referendo.

As posições contra este referendo vêm dos dois lados. Há quem no “não” ache que a vida não se referenda. Há quem ache no “sim” que a liberdade e escolha de cada um não se referenda.

Perante a falta de consenso o voto "sim" é, o que pode garantir que as convicções de cada um sejam respeitadas. Há quem considere que o aborto é, por natureza, um crime. Há quem não pense assim. Como a natureza não legisla, deixa-se a cada um o direito à coerência e à decisão. O voto "não", pelo contrário, impõe a uma parte a convicção da outra, e inclusivamente manda punir com penas de prisão. O Estado, em vez de deixar que a sociedade vá resolvendo este conflito, finge que ele não existe e impõe um olhar sobre a vida, como se tivesse sido alvo de uma qualquer revelação divina.

 

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