A piada do momento
Tenho uma nova anedota, que me enviaram por correio electrónico, no meu do «Doce Veneno»
POR TRÁS DE CADA GRANDE FORTUNA HÁ UM CRIME. Honoré de Balzac
Tenho uma nova anedota, que me enviaram por correio electrónico, no meu do «Doce Veneno»
Eu tenho um blogue onde republico as anedotas que me vão enviando por correio electrónico, O Doce Veneno, mas esta é tão actual que não resisti em colocá-la, aqui, no meu blogue principal.
Etiquetas: Anedotas, Corrupção, Sector_Privado, Sector_Público

Etiquetas: Câmara Municipal de Pombal, Lucidez, Pombal
I - para fazer as advertências necessárias a fim de evitar acidentes;
II - fora das áreas urbanas, quando for conveniente advertir a um condutor que se tem o propósito de ultrapassá-lo. Observem que o uso se dá em toque breve.
Pois é, deveria ser assim...
Há duas coisa que, desde miúdo, me põem fora de mim: - Ruído ou mesmo música em muito alto volume e grandes aglomerados de gente.
A melhor informação que me podem dar é, por exemplo, uma, como esta que, o verão passado, me deram em Estremoz: Hoje há uma grande festa em Vila Viçosa! Não deixe de lá ir, é muito bonito, juntam-se lá magotes de gente. Pois, virei ao sul e, nessa viagem, nem passei perto de Vila Viçosa. E tinha intenção de ir visitá-la nesse dia.
Tenho os ouvidos cheios... As buzinas clangorosas dos camiões não se calam!
Etiquetas: Câmara de Pombal, Estupidez, Política, Pombal
Os alunos da Secundária de Monserrate, em Viana do Castelo, vão dispor, a partir de 26 de Outubro, de explicações "online" facultadas pelos próprios professores, anunciou hoje a directora pedagógica da escola.
"Na sua casa, à noite, o aluno poderá usufruir de um apoio tutorial 'online', para esclarecer uma dúvida, aprofundar um conteúdo disciplinar ou ver o seu exercício corrigido por um professor da disciplina", acrescentou Primavera Alves.
Segundo a responsável, esse apoio poderá ser prestado "em directo", via chat ou Messenger, ou "em diferido", através de e-mail. Fonte: Visão 21/10/09
Comentário
Com esta medida a direcção executiva da escola secundária Monserrate cria um novo tipo de docente: o professor call center. Já vi muita coisa, mas tive de esperar para chegar aos 54 anos para conhecer um tamanho disparate.
Isto é de loucos! Será que a direcção da escola secundária de Monserrate perdeu o juízo? E os professores da escola secundária de Monserrate ensandeceram? Ou é apenas uma manobra de propaganda? Se é tudo a fingir, ok. Lamento, mas percebo. Se é a valer, isto viola o Código do Trabalho e os mais elementares direitos de qualquer profissional. Se a moda pega, os professores ficam numa situação pior do que a dos escravos domésticos da Grécia Antiga.
Um professor do ensino secundário com 5 turmas, mais ou menos 125 alunos, terá de responder a centenas de emails por dia e passar várias horas no Google Chat ou no Messenger com os alunos. E tudo isto em casa e à noite.
Digo com toda a franqueza: esta foi a pior notícia sobre educação que eu li no último ano. Isto é matéria para queixas formais ao Provedor de Justiça e aos Tribunais de Trabalho.
Etiquetas: Andam_a_gozar_connosco, Decência, Docência, Loucura
Etiquetas: Cultura, Câmara Municipal de Pombal, Moita Flores
Amigo de longa data mandou-me por correio electrónico este artigo de Opinião de Mário Crespo, publicado no Jornal de Noticias que não resisto em retransmitir.
Diferenças
2009-08-03
Assistir ao duríssimo questionamento da comissão de inquérito senatorial nos Estados Unidos para a nomeação da juíza Sónia Sottomayor para o Supremo Tribunal é ver um magnífico exercício de cidadania avançada. Não temos em Portugal nada que se lhe compare. Se os nossos parlamentares tivessem a independência dos congressistas americanos, Cavaco Silva nunca teria sido presidente, Sócrates primeiro-ministro, Dias Loureiro Conselheiro de Estado, Lopes da Mota representante de Portugal ou Alberto Costa ministro da Justiça. O impiedoso exame de comportamentos, curricula e carácter teria posto um fim às respectivas carreiras públicas antes delas poderem causar danos.
Se a Assembleia da República tivesse a força política do Senado, os negócios do cidadão Aníbal Cavaco Silva e família, com as acções do grupo do BPN, por legais que fossem, levantariam questões éticas que impediriam o exercício de um cargo público. Se o Parlamento em Portugal tivesse a vitalidade democrática da Câmara dos Representantes, o acidentado percurso universitário de José Sócrates teria feito abortar a carreira política. Não por insuficiência de qualificação académica, que essa é irrelevante, mas pelo facilitismo de actuação, esse sim, definidor de carácter.
Do mesmo modo, uma Comissão de Negócios Estrangeiros no Senado nunca aprovaria Lopes da Mota para um cargo em que representasse todo o país num órgão estrangeiro, por causa das reservas que se levantaram com o seu comportamento em Felgueiras, que denotou a falta de entendimento do procurador do que é político e do que é justiça. Também por isto, numa audição da Comissão Judicial do Senado, Alberto Costa, com os seus antecedentes em Macau no caso Emaudio, nunca teria conseguido ser ministro da Justiça, por pura e simplesmente não inspirar confiança ao Estado.
Assim, se houvesse um Congresso como nos Estados Unidos, com o seu papel fiscalizador da vida pública, por muito forte que fosse a cumplicidade dos afectos entre Dias Loureiro e Cavaco Silva, o executivo da Sociedade Lusa de Negócios nunca teria sido conselheiro presidencial, porque o presidente teria tido medo das cargas que uma tal nomeação inevitavelmente acarretaria num sistema político mais transparente. Mas nem Cavaco teve medo, nem Sócrates se inibiu de ir buscar diplomas a uma universidade que, se não tivesse sido fechada, provavelmente já lhe teria dado um doutoramento, nem Dias Loureiro contou tudo o que sabia aos parlamentares, nem Lopes da Mota achou mal tentar forçar o sistema judicial a proteger o camarada primeiro-ministro, nem Alberto Costa se sentiu impedido de ser o administrador da justiça nacional em nome do Estado lá porque tinha sido considerado culpado de pressionar um juiz em Macau num caso de promiscuidade política e financeira. Nenhum destes actores do nosso quotidiano tinha passado nas audições para o casting de papéis relevantes na vida pública nos Estados Unidos. Aqui nem se franziram sobrolhos nem houve interrogações. Não houve ninguém para fazer perguntas a tempo e, pior ainda, não houve sequer medo ou pudor que elas pudessem ser feitas. É que essa cidadania avançada que regula a democracia americana ainda não chegou cá.
Etiquetas: A mentira é intrínseca à política, Política, Segurança
Professores autoridade pública
Etiquetas: Educação, Governo, Professores, Sócrates
Dedico este texto aos meus amigos das Farpas Pombalinas, de Pombal, especialmente ao Rodrigues Marques e à JA, com um abraço fraterno.
Etiquetas: Farpas, Menino_Jesus, Pombal