Blogue do Maia de Carvalho

POR TRÁS DE CADA GRANDE FORTUNA HÁ UM CRIME. Honoré de Balzac

quarta-feira, agosto 31, 2011

E, SE COMO POR MILAGRE, OS RICOS...

Sempre que este "santinho", o «Bento XVI» das negociatas europeias, reza, alguns de nós ficamos cada dia mais "pobrezinhos". Demos graças ao SENHOR!

Etiquetas: , , , , ,

sexta-feira, agosto 20, 2010

A Desilusão de Deus


A leitura de «A Delusão de Deus», «The God Delusion», de Richard Dawkins, traduzida para o português, como no título, pela dificuldade de apreensão do termo técnico delusão, está a agradar-me imenso. Não por ser contra Deus mas, principalmente, por ser contra as religiões.Efectivamente, quase todos os males que vêm ao Mundo, vêm através das religiões.A política e os exércitos apoiam-se nelas para justificarem a opressão que exercem sobre os humanos.As religiões são também responsáveis pelas agressões feitas ao ambiente natural, à ecologia e ao respeito que humanos, animais e restante natureza nos deviam merecer.A maior parte das guerras, apropriação de terras e territórios e enriquecimento ilegítimo têm a sua fundamentação na ideia religiosa de que o Homem é o benquisto, o herdeiro de Deus e pode explorar todo o Universo a seu belo prazer, não para obter conhecimento (perceber como funciona), mas para obter lucros, por mais exorbitantes que sejam e lesivos do Direito, de os outros homens e seres vivos ou inanimados, a existirem livremente sem serem agredidos ou danificados. Este Direito radica na sua própria existência, não numa qualquer Lei divina. O próprio designio das coisas é serem... não precisam de outra finalidade!


Etiquetas: , , , , , , ,

segunda-feira, junho 21, 2010

As Intermitências da Morte


«Não, ficarei contigo, e ofereceu-lhe a boca. Entraram no quarto, despiram-se e o que estava escrito que aconteceria, aconteceu enfim, e outra vez, e outra ainda. Ele adormeceu, ela não. Então ela, a morte, levantou-se, abriu a bolsa que tinha deixado na sala e retirou a carta de cor violeta. Olhou em redor como se estivesse a procura de um lugar onde a pudesse deixar, sobre o piano, metida entre as cordas do violoncelo, ou então no próprio quarto, debaixo da almofada em que a cabeça do homem descansava. Não o fez. Saiu para a cozinha, acendeu um fósforo, um fósforo humilde, ela que poderia desfazer o papel com o olhar, reduzi-lo a uma impalpável poeira, ela que poderia pegar-lhe fogo só com o contacto dos dedos, e era um simples fósforo, o fósforo comum, o fósforo de todos os dias, que fazia arder a carta da morte, essa que só a morte podia destruir. Não ficaram cinzas. A morte voltou para a cama, abraçou-se ao homem e, sem compreender o que lhe estava a suceder, ela que nunca dormia, sentiu que o sono lhe fazia descair suavemente as pálpebras. No dia seguinte ninguém morreu.»
José Saramago

Na busca obsessiva de Deus finalmente encontrou-O: sabe que Ele existe e é amor, Deus caritas est. A eternidade, essa, só existe a que conseguirmos gerar e Saramago construiu-a: os seus livros.

Etiquetas: , , , , ,

terça-feira, outubro 14, 2008

DEUS MORREU, VIVA O CAPITAL!

Imagem do DN de 8 de Outubro de 2008

Etiquetas: , , ,