Blogue do Maia de Carvalho

POR TRÁS DE CADA GRANDE FORTUNA HÁ UM CRIME. Honoré de Balzac

quarta-feira, abril 13, 2011

ISTO SIM, É COMPETÊNCIA...

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Não adianta continuar a criticar a Câmara Municipal de Pombal. Há tanta gente a mamar naquela teta que só persistiria em arranjar inimigos. A autonomia dos vários poderes locais, além de enfraquecer o Estado, é fonte de enormes desperdícios e desvios de dinheiros públicos. O municipalismo, considerado uma conquista da democracia, tem-se revelado um poço sem fundo de prepotências e arranjinhos que empobrecem o País e ajudam a enriquecer meia dúzia de gabirus ligados à construção civil, aos eleitos locais, às empresas de animadores de eventos chamados culturais, desportivos ou sociais.
A História Pátria e Universal ensina-nos que, como País, só fomos grandes quando a centralização política conseguiu mobilizar toda a população e autoritariamente cercear todos os poderes adventícios quer da nobreza, quer dos ricos burgueses, quer do povo, organizado civicamente nas suas associações profissionais ou culturais. Sem essa centralidade, nunca português nenhum se teria aventurado aos descobrimentos, à conquista e colonização de tantas regiões do Mundo.
Os portugueses precisam da genialidade de um Chefe para agirem, seja ele um rei, um mestre de uma ordem militar ou religiosa, ou um tirano. Fora disso, a sociedade estagna, minada por turbas belicosas de agitadores e ladrões. A própria Lei, nestas épocas de liberdades, parece feita por malandros e para servir os desígnios dos malandros.
Nos dias que correm, estamos a ser supervisionados por organizações estrangeiras. Esperemos que eles não se fiquem pela fiscalização das contas do Estado e esclareçam, também, as contas das autonomias quer regionais quer locais. Acredito que haverá muita bagunça para ser posta a descoberto.

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quinta-feira, outubro 28, 2010

NA TERRA DO MEIA-ROTUNDA


A cidade de Pombal já havia sido homenageada em duas obras literárias muito interessantes, no campo da semiótica, da autoria da minha amiga e Senhora Professora Maria Luís Brites. Têm estas obras os sugestivos títulos de “Na Terra do Meia-Vaca” e “Na Terra do Meio-Boi” e tratam, de uma forma ao mesmo tempo objectiva e jocosa, das alcunhas de várias pessoas e famílias, nadas e criadas na cidade e no termo do Concelho de Pombal e das causas prováveis e simbologia de tais nomes, apostos ao nome próprio, ou familiar, das pessoas de algumas casas, umas ricas outras não tanto, desta urbe, arredores e aldeias dispersas por outras freguesias do município.

Neste Verão, mas agora arquitectonicamente, o nosso muito amado e excelso presidente da câmara brindou-nos com uma Meia-Rotunda. (A crise não perdoa!)

As rotundas são, como é do conhecimento geral, o grande aporte civilizacional que o municipalismo moderno acrescentou ao nosso riquíssimo património cultural.

Aquela maneira de começar a larga e bela avenida que atravessa o Vale do Casarelo até à enorme rotunda que circundamos para podermos aceder ao novo espaço comercial do “MODELO”, dá, à Rua de Ansião e à Rua Professor Saul Pires Machado, a imponência que lhes faltava e o embaralhamento do trânsito de quem circula e pretende entrar nesta última rua até há pouco tempo pacata e de fácil acesso.

Aliás, adivinha-se um futuro risonho para aquela zona e para a que mais adiante começa, onde as cheias de 26 de Outubro de 2004, levaram à destruição da casa que o celebrado “Faz Barulho” havia construído sobre o leito do Ribeiro Quente: os “patos bravos”, o outro nome para empreiteiros e mestres de obras, já se movimentam afanosamente, embriagados pelo cheiro dos euros fáceis. Eles, que juntamente com os banqueiros, são os principais culpados pela desgraça financeira em que caímos.

Tem sido estonteante o ritmo de embelezamento urbano da cidade, tanto a nível arquitectónico quanto o da engenharia.

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sábado, outubro 10, 2009

Comentários, para quê?

No Brasil, em Portugal, no mundo inteiro: A Comédia repete-se!

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quarta-feira, julho 29, 2009

Para Acabar de Vez com a Cultura

E todos sabemos como é ineficaz o IGESPAR (já o era o IPPAR) junto das autarquias e o quanto tem sido relevante o papel daquelas na destruição sistemática do património edificado português nas duas últimas décadas.

Walter Rossa

Professor no Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra

http://icomos.fa.utl.pt/documentos/2008/Acabar%20com%20o%20Cultura.pdf




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