Blogue do Maia de Carvalho

POR TRÁS DE CADA GRANDE FORTUNA HÁ UM CRIME. Honoré de Balzac

quinta-feira, maio 22, 2014

NÃO VAI NEM RACHA


Continuo sem conseguir escrever nada de consistente e demonstrativo de qualquer interesse seja lá pelo que for. Vou reduzir-me à minha atitude política à anterior a 1974. Não vejo, não ouço, não falo. Assim não implico com ninguém nem ninguém implica comigo.
Não consigo responder às perguntas que me assaltam. Não consigo fazê-lo a coisíssima nenhuma.


Como seria conseguir escrever um livro todo manuscrito e com uma caligrafia aceitável? Seria esteticamente louvável mas a letra? A minha é excessivamente subjectiva, depende do meu estado de felicidade, do meu estado de cansaço, do meu estado de fome ou saciado. Do funcionamento do meu intestino, do estado dos meus pés, dos meus braços, das minhas gónadas, do meu cérebro.

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sábado, julho 24, 2010

Wolfgang Amadeus Mozart - Piano Concerto No. 21 - Andante

Sintra - Amadora - Lisboa /1971. Este andamento está impregnado da minha vida neste ano de mudança, de muita angústia e de muita felicidade...

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terça-feira, junho 22, 2010

Sete a Zero








O Povo Português é tão fácil fazê-lo feliz!

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sábado, agosto 02, 2008

GOSTAVA DE TER ESCRITO ISTO

O autor deste texto é João Pereira Coutinho, jornalista.
Vale a pena ler!
"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"

Recebido por correio electrónico

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