Sem Rei nem Roque.
Andam lá por cima, no Castelo de Pombal, a fazer obras que, levianamente, o IGESPAR autorizou, sem ordenar que se fizesse, junto às muralhas e nas ruínas da Igreja de Santa Maria, a prévia exploração arqueológica.
Dizem-nos que a empresa adjudicatária tem arqueólogos atentos a possíveis achados e eu acho muita graça... A empresa que construiu o parque subterrâneo na Praça Velha também tinha, acharam alguma coisa?
Quem pode ser tão néscio que acredite que uma empresa cujo objectivo é o lucro e despachar a empreitada o mais depressa possível, vai atrasar uma obra, voluntariamente, para fazer prospecção arqueológica? Supomos que sendo os arqueólogos, sócios ou colaboradores de uma empresa paga pelo empreiteiro, só farão descobertas arqueológicas se ele consentir ou estas lhes puderem proporcionar lucros superiores aos réditos que a Empresa Construtora lhes paga. Será possível passarem-se quase mil anos sobre um local permanentemente habitado e não se encontrar nada? Nem um miserável artefacto sem valor?
Só não percebo é porque o mesmo IGESPAR manda parar as obras da Igreja do Cardal e deixa mexer no que resta da Igreja de Santa Maria do Castelo.
Devíamos ainda considerar os aterros e desaterros que se estão a fazer no Casarelo. As cartas topográficas apontam para locais de ruínas a sueste do castelo e um deles está assinalado com uma cruz que pode indicar restos de cruzeiro ou capela. E se estivessem por ali as ruínas da Igreja de S. Pedro que se sumiu sem deixar rasto?
Que povo despreza assim as suas raízes?
Etiquetas: Castelo de Pombal, História, IGESPAR, Igreja de Santa Maria do Castelo, Igreja do Cardal, Pombal
